Madeira

Uma semana a estudar o mar do Porto Santo

“O MARE-MADEIRA” trouxe até ao Porto Santo o projecto-piloto “[email protected]”.

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João Clode, coordenador do MARE-MADEIRA, explicou ao DIARIO que esta iniciativa “que se chama MARE – centro de ciências do mar e ambiente, é uma grande instituição nacional”, com cerca de 500 investigadores, com vários pólos espalhados pelo país, incluído a Madeira.

“O nosso grupo aqui na Madeira são cerca de 40 pessoas, e já tínhamos vindo a pensar neste assunto de vir ao Porto Santo, já há alguns anos”, contudo disse João Clode, são precisas várias coisas para fazer uma realização desta natureza.

Primeiro de tudo é preciso, “músculo”, ou seja, “ter capacidade do ponto de vista de recursos humanos, de investigadores especializados de equipamentos e por fim financiamento”.

Neste momento tudo se conjugou para vir ao Porto Santo, com cerca 25 investigadores de sete nacionalidades diferentes, para fazer vários tipos de trabalho”.

"Fazer um primeiro estudo de caracterização base da biodiversidade marinha do Porto Santo, saber até que ponto essa biodiversidade é ou não afectada por pressões humanas, desde a poluição, lixo marinho, poluição com outros contaminantes, no desenvolvimento costeiro, espécies invasoras e outro tipo de pressões, e  caracterizar esses habitats”. João Clode

Clode disse ao DIÁRIO que este é “um primeiro estudo” que depois tem de ser acompanhado ao longo do tempo.

Esta iniciativa vai ter várias equipas no terreno. A começar pelo ar, com drones a fazerem o mapeamento de habitats, equipas nas praias a fazer mostragens em zonas entre marés, em zonas rochosas, equipas a recolher lixo marinho nas praias, mergulho cientifico para fazer caracterização entre os 10 e 20 metros. Também haverá uma equipa especializada em veículos autónomos, que opera até 150 metros e, por fim, e se o tempo permitir, um submarino que vai até aos mil metros.

As potencialidades do projeto

A directora regional do Mar, Mafalda Freitas destaca as potencialidades que este projeto piloto pode trazer à ilha do Porto Santo. “Esta investigação é fundamental tanto para os decisores políticos, como também, porque existe a directiva da estratégia marinha, que tem por obrigação avaliar o bom estado ambiental das águas da RAM”, sublinha.

Para que tal aconteça disse a directora regional do Mar considera necessário ter dados do Porto Santo, principalmente do mapeamento do habitat.

“Esta campanha não se ficará por aqui e prova disse é que submetemos um novo projecto directamente à Comissão Europeia, através do Ambiente, para que possamos nos próximos dois anos repetir esta campanha, talvez não tantos investigadores, porque nem sempre é possível, mas que se tenha uma monotorização desta parte”. Mafalda Freitas, directora regional do Mar

Durante esta semana vai haver palestras nas escolas e a directora regional convida a população em geral, para que no domingo dia 18, as 11 horas, no Hotel Vila Baleira, interagir com os investigadores e com os políticos que vão estar cá que contem algumas histórias do mar do Porto Santo.

“Andamos à procura de vestígios de afundamentos, como é o caso do navio holandês que naufragou a norte da ilha, mas também, dos canhões que estão afunados no ilhéu da Cal”, explica.

O ministro e o secretário regional do Mar deverão estar, no final da semana, no Porto Santo, para participar nesta expedição. 

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