Madeira

Câmara do Porto Santo aprova empréstimo de 700 mil euros

Mais Porto Santo critica empréstimo para "tapar buracos nas estradas" a um ano das autárquicas

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A proposta de abertura de procedimento para um empréstimo destinado à satisfação de necessidades de financiamento para Investimento da Câmara Municipal do Porto Santo, até ao montante máximo de 700 mil euros, foi hoje aprovada na reunião semanal do executivo

Este ponto passou com maioria, com os votos a favor do PSD e da vereadora independente Sofia Santos e os votos contra, do PS e do Movimento Mais Porto Santo.

Entretanto, a Câmara Municipal já começou contactar com os bancos, para averiguar qual deles apresenta a melhor proposta de empréstimo.

O DIÁRIO relembra que ao empréstimo destina-se à repavimentação de algumas estradas da ilha.

Mais Porto Santo vota contra empréstimo e questiona Câmara sobre queda da palmeira em 2010

Numa nota remetida esta tarde à imprensa, o vereador do Mais Porto Santo, José António Castro, apresentou uma declaração sobre a proposta "eleitoralista" de contracção de um empréstimo bancário de 700 mil euros para "tapar buracos nas estradas", apresentada pelo executivo municipal em reunião de Câmara.

O Mais Porto Santo votou, hoje, contra a dita proposta apresentada "a um ano de eleições Autárquicas".

"O Mais Porto Santo lamenta que a autarquia não tenha tido 700 mil euros para ajudar as famílias e as empresas locais em tempo de pandemia covid-19 mas vá agora recorrer à banca para contrair um empréstimo para tapar buracos em estradas, alguns deles causados por entidades terceiras que, isso sim, deviam ter sido chamadas pela autarquia a repor a situação tal qual a encontraram antes de fazerem obras",  argumenta José António Castro.

Ainda no seguimento da reunião desta sexta-feira, o vereador do Mais Porto Santo confrontou o presidente da Câmara com as consequências jurídico-financeiras para o município na sequência do “caso da queda da palmeira” no Largo do Pelourinho, em Agosto de 2010.

"Em causa as indemnizações judiciais e extra-judiciais pagas ou a pagar às vítimas e as verbas ilegalmente pagas pelo município a título de honorários a advogados que defenderam o ex-presidente Roberto Silva e dois ex-vereadores", sustenta.

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