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Putin, Trump e rei saudita saúdam acordo para reduzir produção petrolífera

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, o dos Estados Unidos, Donald Trump, e o rei saudita Salman bin Abdulaziz, manifestaram hoje apoio ao acordo dos produtores de petróleo de reduzir a produção em 9,7 milhões de barris por dia.

De acordo com o Kremlin, os três chefes de Estado tiveram uma conversa telefónica sobre o acordo alcançado pelo cartel da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que deverá estabilizar o mercado, na sequência da forte quebra do consumo devido à pandemia covid-19.

“Os líderes apoiaram o acordo alcançado dentro da OPEP sobre a limitação voluntária e gradual da produção de petróleo para estabilizar os mercados mundiais e garantir a sustentabilidade da economia global”, anunciou o Kremlin após a chamada telefónica.

Donald Trump também comentou o resultado do acordo na rede social Twitter: “Vai salvar centenas de milhares de empregos no setor da energia nos Estados Unidos”.

“Quero agradecer e congratular o presidente Putin e o rei Salman, da Arábia Saudita. Acabei de falar com eles a partir da Casa branca. Bom acordo para todos!”, acrescentou.

Ainda segundo o Kremlin, Putin e Trump também mantiveram uma conversa telefónica em separado, na qual trocaram opiniões sobre a situação do mercado petrolífero e destacaram a “grande importância” da cooperação no seio da OPEP para reduzir a produção do petróleo.

A OPEP e outros produtores chegaram hoje a acordo para subir os preços cortando a produção em 9,7 milhões de barris diários a partir de 01 de maio, segundo fontes ligadas às negociações.

O corte hoje anunciado representa um décimo do fornecimento global, segundo responsáveis do sector de vários países que participaram nas negociações, tratando-se de um acordo sem precedentes.

Devido às consequências da propagação do vírus covid-19, com o impacto na economia e a diminuição do consumo, o Comité Técnico Conjunto da OPEP tem vindo a recomendar cortes na produção de petróleo.

O ministro da Energia do México disse hoje, numa mensagem na rede social Twitter que o grupo concordou em cortar 9,7 milhões de barris por dia, a começar a partir de 01 de maio, informação confirmada pelo ministro do Petrónio do Kuwait Oil, Khaled al-Fadhel na mesma rede social.

O ministro do Petróleo do Irão também escreveu no Twitter que o corte será efetuado nos meses de maio e junho, e que os países concordaram que o México irá cortar a produção em 100 mil barris durante aqueles meses.

O objetivo do acordo é encontrar uma solução para a rápida queda nos preços do petróleo devido ao colapso da procura e à guerra de preços entre a Arábia Saudita e Rússia.

A pandemia da covid-19 desequilibrou um mercado em que a oferta global já estava excedente e agora encontra-se em proporções raramente vistas, com restrições de viagens tomadas em todos os países para impedir a propagação da doença.

Está agendada uma nova reunião para 10 de junho, também por videoconferência, “para decidir medidas adicionais, tanto quanto for necessário para equilibrar o mercado”.

O acordo também prevê um nível de redução da produção entre janeiro de 2021 e abril de 2022.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já provocou a morte a mais de 112 mil pessoas e infetou mais de 1,6 milhões em 193 países e territórios.

Dos casos de infeção, mais de 330 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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